A lua cheia apareceu no céu e as sombras adensavam-se, janelas e portas fecharam-se nesse instante e estranhos vultos começaram a aparecer nas sombrias ruas. Depois aquele estranho cheiro no ar, um cheiro fétido a morte e a sangue chamavam-nos. Bestas selvagens rosnando e fungando estilhaçando tudo a sua passagem. As pessoas assustadas fechadas em suas casas aguardavam que o pesadelo acabasse. As noites eram o mais profundo medo naqueles tempos. Quem quer que se atrevesse a sair não iria encontrar nada além da sua própria dor e morte.
Então um grito horrendo foi ouvido, as crianças agarraram-se às saias das suas mães terrificadas.
— Começou.
— Foi libertado, o que será de nós agora.
— Existe apenas um destino.
— Não digas parvoíces, em casa estamos seguros, eles não conseguem enfrentar a luz.
— A luz do sol faz-lhe mal, mas não tenho a certeza se a artificial também fará.
E foi nesse momento que uma espécie de tambores fora ouvido. O chão tremeu a cada batida.
— Não gosto disto.
Depois o som do arranhar na madeira fez com que o bater dos seus corações acelerasse.
— Não permitirei que eles vos façam mal.
Correu em direcção a uma velha arca de madeira com estranhos ornamentos. Uma espada magnífica foi retirada de lá. Depois dirigiu-se em direcção à porta esperando o momento.
O arranhar continuava até que finalmente parou. Isso acalmou os seus corações, mas depois o terror apoderou-se deles de tal forma que foi impossível mexerem-se. A porta foi arremessada ao chão e por ela começou a entrar algo tão horrendo e aterrorizador, e eles sabiam que o fim estava perto. Era uma besta enorme e peluda, os seus dentes afiados como lâminas, babando-se e aqueles olhos amarelos centrados neles. Era altura de se saciar.
Petrificado ele continuava a segurar aquela espada, olhando os movimentos da besta que se dirigia lentamente para ele. A espada incendiou-se aquando da aproximação da besta que por momentos recuou. Parecia estar incomodada com o fogo.
— Não gostas, pois não. Volta para o inferno de onde nunca deverias ter saído.
De espada em riste ele avançou e a besta esquivava-se, mas no entanto observava os movimentos do homem. Rosnava constantemente contra as chamas que pareciam magoá-la à distância.
O tempo passou sem nenhum dos dois ter efectuado a primeira gota de sangue. O homem não era propriamente um guerreiro. Aquela mágica espada tinha estado guardada tempo de mais. E foi então que á primeira distracção do homem que a besta investiu saltando para cima daquele que o ameaçava. A espada voou e perdeu as suas propriedades de fogo, voltando a ter a sua lâmina original. O homem estatelado no chão esbracejava tentando defender-se das garras da besta. Mas estas que possuíam quase 10 centímetros de comprimento dilaceravam-no a cada momento muito lentamente. A família assistia aterrorizada, completamente paralisada. As suas pernas não se conseguiam mover nem para fugirem daquela horrenda besta que assassinava o homem daquela casa. A cada golpe um grito de dor, as pequenas crianças e sua mãe choravam rios de lágrimas.
A besta começara com pequenos golpes na barriga, não demasiados fundos para que a sua presa sofresse mais. Depois os seus golpes tornaram-se mais fundos nas pernas e braços. Queria que a sua presa visse a morte em frente dele, por isso estava a guardar a cabeça para o fim. Em redor do corpo do homem o sangue espalhava-se. O momento final aproximava-se, a besta levantou a sua pata e rasgou por completo o tronco do homem que gritou em agonia. A besta afundou a pata nas entranhas do homem e quando a levantou trazia nela o coração que ainda batia. O mais profundo terror apoderou-se do homem. Em seguida o animal levou á boca o coração e mastigou-o deliciando-se com aquele manjar. Parecia impossível mas o homem ainda estava vivo quando a besta acabou a sua refeição e olhando para os olhos terrificados da sus presa abocanhou o pescoço do homem acabando com a vida deste. Em seguida com o sangue a escorrer-lhe da boca olhou para o resto da família que estava em completo desespero. Grunhiu e pela porta escancarada entraram outras duas bestas que observaram a família petrificada e o homem com o peito aberto, morto no chão. Uivaram ao vento e caminharam lentamente para aqueles que haviam visto o pior dos horrores.
Foi um verdadeiro massacre, a mãe ainda tentou proteger a suas crianças, mas ela era fraca e foi despedaçada sem dó nem piedade, o seu coração engolido enquanto as crianças chorosas olhavam. Parecia não existir nada que as pudesse parar. A noite era o seu território. Na escuridão aquelas bestas eram invencíveis, nada as poderia deter naquele momento. O fim das crianças estava prestes a chegar. Dilaceradas como completos animais, rasgadas, cortadas, abocanhadas. Membros arrancados, coração arrancado e mastigado pelo mais puro mal.
No fim de saciadas as bestas uivaram á lua cheia que já ia alta nos céus, brilhante e bela como nunca estivera noutra noite.
— Alimentem-se meus filhos da noite. Destruam aqueles que nos prenderam nas trevas. Pois agora as trevas será a ultima coisa que verão. Governaremos agora neste mundo.
Todas as bestas à solta nas ruas, despedaçando a carne humana, olharam todos nesse momento para o mais alto pico montanhoso. Nele estava uma figura negra, cujas vestes negras esvoaçavam ao sabor do vento. Era o mestre deles, um pai para eles. Uivaram todos para ele como a agradecer-lhe pelo maravilho festim que haviam tido.
— Vamos meus filhos, a noite é ainda uma criança. Temos ainda muito tempo, muita carne para dilacerar, muito sangue para beber. O nosso objectivo ainda não foi alcançado. Apenas quando aqueles que me prenderam morrerem em agonia é que o meu objectivo estará concluído.
As bestas uivaram mais uma vez como que a dizer que perceberam a mensagem. Olharam depois para o imponente castelo iluminado com as cores do arco-íris. Era agora o seu objectivo: eliminar a realeza que o seu mestre tanto odiava.
A lua estava agora com um brilho magnífico como se na realidade estivesse cheia de diamantes e pedras preciosas. Parecia que ela dava força e poder às estranhas criaturas da noite.
Pelos corredores do palácio real o capitão da guarda corria apressadamente em direcção aos aposentos reais. Abriu sem sequer bater a porta dupla assustando bastante o rei e a rainha.
— Majestades tendes de fugir. Eles não demorarão muito tempo a chegar aqui.
— Ficarei aqui.
— Mas majestade…
— Não discutas. A rainha e a minha filha deverão ser levadas para lugar seguro.
A rainha olhou-o desesperada. Que outro lugar a não ser o palácio seria seguro. Já não havia segurança naquele mundo e a rainha sabia disso.
— Não me olheis assim Azzebell, é o melhor a fazer agora. Deveis partir e refugiar-vos em…
A rainha baixou os olhos e concordância.
— Não está a quer dizer que…
— Exactamente o que estás a pensar capitão.
— Acho que é um enorme risco. Talvez um risco maior do que ficar aqui.
— Não capitão é um risco muito menor. Ide agora, escoltai-as.
— Sim majestade.
A rainha olhou para o berço e pegou em sua filha ao colo. O rei colocou-lhe por cima dos ombros a capa preta de seda para se ocultarem na escuridão. Puxou-lhe o capuz para cima ocultando-lhe a cabeça. O próprio capitão também iria vestido de negros esperando assim passar desapercebidos perante as terríveis bestas.
O rei dirigiu-se a um enorme quadro seu, o qual possuía um cordão. Puxou-o e o quadro moveu-se deixando á vista a parede, a qual continha uns estranho símbolos e uma ranhura em forma de estrela. Olhou depois para o seu anel, que possuía o mesmo desenho. Inseriu portanto o anel na ranhura e a parede mexeu-se dando acesso a uma passagem secreta.
— Depressa, não há tempo a perder.
Capitão e rainha com a filha nos braços aproximaram-se da entrada. O rei olhou a filha e acarinhou-a e beijou-a. Fez o mesmo à rainha. Assim que ambos passaram a passagem foi selada e ocultada.
— A criatura foi então libertada. Quem o poderá ter feito?
O rei dirigiu-se à armaria onde os seus guardas se aprontavam para enfrentar as feras.
— Majestade, o que faz aqui?
— Não me esconderei, lutarei a vosso lado.
— Não deveis, a vossa vida é demasiado importante, deixe por favor a batalha connosco.
— A minha decisão está tomada meus senhores, não deveis impedir-me.
Os homens olharam-no de olhos apreensivos. Temiam pela sua vida no campo de batalha. Que seria daquele mundo sem o réu querido rei.
Depois do rei ter vestido a sua armadura real afastou-se para a câmara ao lado para ver o que se passava do lado de fora do palácio. Aproveitando isso a guarda real reuniu-se.
— Ouvir-me bem. O rei deve ser protegido a todo o custo, mesmo que para isso tenhamos de dar a própria vida. Aconteça o que acontecer o rei deve sobreviver.
Todos pareciam estar em concordância com aquelas palavras. Afinal fora para protegerem o rei que haviam sido treinados. De repente ouviram o ruído de tambores.
— Já estão aqui. Para a batalha.
Os uivos das bestas ouviam-se cada vês mais, estavam a aproximar-se. Aos portões do palácio estavam quatro figuras invulgares. Eles eram os guerreiros mais poderosos do reino: Raposa branca, Fénix Vermelha, Leão Azul e Falcão Roxo.
Por ordem do rei o exército saiu para o pátio pela colossal porta principal, colocando-se atrás dos quatro guerreiros. Desembainharam espadas, a batalha iria começar.
O chão tremia a cada passo das bestas que emitam grunhidos malditos. O seu mestre observava-os do alto pico da montanha. A sua vitória estava próxima, iria por fim consumar a sua vingança.
Quando as bestas já se tinham aproximado o suficiente os quatro guerreiros desembainharam finalmente as suas armas. Raposa Branca empunhava duas espadas com características muito particulares. Eram finas mas afiadas e tinham um comprimento descomunal e moviam-se como se de fitas se tratassem. Raposa Branca executou movimentos com elas que se moviam graciosamente. Tornaram-se azuis como uma energia as tivesse rodeado. Como relâmpagos tocaram no chão fazendo aparecer uma enorme fenda que se dirigiu às bestas puxando algumas delas para o abismo. Fénix Vermelha sacou de dois punhais cuja lâmina era apenas chama, fogo. Cruzou ambas chamas e subiu aos céus embora não tivesse asas para o fazer. Lá em cima criou um círculo de fogo à sua volta que controlava como lhe apetecia. Um movimento especial dos punhais e uma bola de fogo avançou em direcção às feras que recearam o fogo e desviavam-se dela como podiam. A bola de fogo no entanto acabou por consumir algumas das bestas que queimavam até a vida delas desaparecer. Leão Azul, possuía uma lança esguia muito aguçada na ponta. Elevou-a para cima, erecta e um estranho raio azul subiu ao céu e provocou uma tempestade de granizo que apenas atingia as feras que eram magoadas pelos estilhaços de gelo com que eram atingidas. Falcão Roxo possuía apenas uma espada com a qual efectuava estranhos movimentos que cortavam o ar e lançavam uns estranhos raios de energia alaranjada em direcção das criaturas que eram lançadas ao chão e gravemente magoadas pelos raios.
O exército por detrás dos quatro guerreiros mágicos permaneciam imóveis junto rei esperando que as feras se aproximassem mais. O que eles não sabiam era a estranha figura negra na montanha tinha ordenado dois ataques: um pela frente e outro por trás. Foram apanhados de surpresa quando alguns dos homens começaram a ser devorados. O caos instalou-se. O pavor era enorme, ver os seus companheiros seres despedaçados selvaticamente. Mas uma vez passado o choque inicial, os homens começaram a defender-se como podiam. Mas no entanto haviam já morto muitos homens e as feras pareciam estar a aumentar tal como o brilho da lua.
Entretanto sem que a própria figura negra na montanha, e a suas bestas não se aperceberem, o capitão real e a rainha e sua filha iam a toda a velocidade numa carruagem oculta também pela noite. Dirigiram-se para o mar, mais propriamente para uma cascata que ali existia. O capitão parou a carruagem perto da dita cascata e abriu a porta à rainha que saiu de lá e olhou a imponente queda de água cujo barulho era quase ensurdecedor. Avançaram silenciosamente para ela dirigindo-se para as rochas e com muito cuidados seguiram-nas e entraram por detrás da agua que caía entrando numa caverna escura. Aí sem outra alternativa, o capitão rasgou a sua roupa. Com o pedaço de pano na mão procurou uma vara de pau ao qual enrolou o pano e o ateou fazendo faísca com duas pedras. Assim iluminariam o caminho, mas o capitão temia que fossem notados pelas bestas. Continuaram então a avançar pelos irregulares caminhos até que chegaram a um lugar que lhe causou um série de arrepios invulgares.
— Isto não me parece uma boa ideia. — Disse o capitão.
— Não temos escolha, é a nossa única alternativa.
O capitão avançou então uns passos e com a luz do archote iluminou o que parecia um vórtice de cor azul.
– Majestade.
A rainha avançou e com o capitão ficou por momentos a olhar o vórtice e depois ambos atravessaram-no desaparecendo.
A batalha no palácio real continuava, mas as baixas entre a guarda real eram muito maiores do que as das bestas. O pátio era um completo rio de sangue cheio de corpos estilhaçados com as entranhas de fora, membros despedaçados. Não iriam resistir muito tempo e mesmo os guerreiros mágicos estavam a ter dificuldades, as feras aumentavam como passos de magia negra. Deveriam estar a diminuir, mas parecia que quando eliminavam um apareciam logo mais dois para o substituir.
A guarda real estava a ser assassinada a cada minuto, já restavam muito poucos, poucos que em breve acabariam, mas nesse momento a figura negra que observava a batalha da montanha apareceu. As feras pararam de atacar nesse momentos mas rosnavam para a guarda real. A figura negra esticou a mão na qual tinha uma pedra brilhante e vermelha, provavelmente um rubi. Uma luz igualmente vermelha saiu da pedra e dirigiu-se para os guerreiros mágicos que se tentaram defender mas não conseguiram. Primeiro foram completamente rodeados por aquela energia. Mas antes do fim lançaram as suas armas ao céu desaparecendo, esfumando como por magia. Depois foram sugados para dentro da pedra. Se vivos ou mortos ninguém saberia dizer. O que restava da guarda real foi amarrada e lançada para as masmorras, presos com correntes mágicas que apenas a figura negra poderia controlar. O rei foi deixado para o fim. Não fugiu, enfrentou os seus captores com porte altivo digno de um rei.
— Majestade finalmente voltamos, a encontrarmo-nos.
— O que queres afinal.
— O mundo e os seus sonhos. Quero o mundo e vingança.
— Podes ter ganho esta batalha, mas a guerra…
— Isto é a guerra. Os teus queridos guerreiros foram derrotados, a tua guarda devorada. Isto é o fim.
— Ainda existe esperança.
— Esperança?!
A figura ficou silenciosa durante algum tempo mas depois disse.
— Ah, sim. A rainha e uma criança, a tua filha. Procurem-nas!!!
As feras avançaram palácio adentro, mas não conseguiram encontrar ninguém. Furioso a figura negra mostrou a pedra vermelha e o rei foi sugado. A figura negra esfumou-se no ar.
O capitão e a rainha caminhavam numa espécie de bosque. Quando saíram deles as ruas estavam iluminadas com estranhos globos de luz e as primeiras casas começaram a aparecer.
— Majestade.
A rainha levantou a mão e o capitão calou-se imediatamente. Continuaram a caminhar até que num dado momento a rainha parou junto a uma habitação. Ficou por momentos a olhar imóvel para ela como se procurasse qualquer coisa. Depois dirigiu-se á porta e colocou a sua filha no chão junto à porta.
— Majestade, que fazeis?
— Ela ficará aqui em segurança. Eu devo volta para junto do meu senhor.
— Ireis deixá-la aqui, á mercê dos…
— Ela ficará bem.
— Ela não é igual a eles, será perseguida.
— Ela será um deles, até que a altura própria se encarregue de…
— Ela é a nossa única esperança.
— Não gosto disto.
— Ela é uma princesa, eles aceitá-la-ão como um deles. Ficará bem.
Um ultimo olhar e as ultimas carícias e o beijo final, despediu-se. Depois olhou para a porta e para aquele estranho objecto. Por perfeito instinto levantou o braço e tocou com um dedo no objecto que emitiu um som dling dlong.
— Vamos.
Rainha e capitão correram dali para fora dirigindo-se ao mesmo bosque de onde tinham vindo. Mas quando se preparavam para trespassar o vórtice, a figura negra apareceu.
— Majestade que bom vê-la.
Os olhos da rainha e capitão arregalaram-se, por momentos o terror apoderara-se deles.
— Onde está ela? — Perguntou a figura negra.
A rainha não respondeu. A figura negra elevou o braço e agarrou-lhe o pescoço fazendo com que a rainha começasse a ficar com falta de ar. O capitão sacou da sua espada e atacou a figura negra, que nem o deixou sequer tocar-lhe. Levantou a outra mão e o capitão elevou-se no ar. Outro movimento da mão da figura negra e o capitão começou a sufocar até que for fim a vida desapareceu do seu corpo. Outro movimento da mão e o corpo morto do capitão foi arremessado caindo depois no chão e o seu corpo esfumou-se, desapareceu.
— Agora nós. Onde está?
— Prefiro morrer do que te dizer.
— Também se pode arranjar!!!
A figura negra largou-lhe o pescoço mostrando a sua gema vermelha a qual sugou a rainha.
— Hei-de encontrá-la, custe o que custar. Aquela criança não estragará os meus planos.
A figura negra passou o vórtice regressando para junto dos seus filhos da noite.
A porta abriu-se e apareceu um casal que se espantou com aquilo que encontraram.
— É um bebé!
— Quem será que teve coragem de abandonar o próprio filho?
— Isso não interessa agora.
A mulher pegou na criança e acarinhou-a nos braços. Entraram.
— Que vamos nós fazer agora?
Nesse momento a criança começou a chorar.
— Que mais poderemos fazer? Alimentá-la claro, coitadinha deve ter fome.
A mulher desembrulhou-a e pôde ver que ao pescoço da bebé esta um fio de ouro com uma pedra brilhante e verde. A mulher pegou-lhe e notou as letras gravadas na pedra: Arthian.
— Que significa?
— É o nome dela.
— Estranho não é?
— Ela é tão bonita, não é?
— Alicia não estás a pensar…
— Podíamos ficar com ela.
O primeiros raios de sol começaram a aparecer e a figura negra e os seus filhos da noite olharam para eles antes que todos virassem poeira e desaparecessem. Quando a noite caísse de novo eles voltariam, para escravizar os sobreviventes, para espalharem as trevas por todo o mundo.